Não gosto dessa rotina, não gosto de te machucar. Sofreria tudo sozinha se fosse preciso, só pra não te ver chorar. Pode deixar, eu cuido de tudo. Não se preocupe, você está a salvo.
março 16, 2009
You know i'll let you ALWAYS in.
Não gosto dessa rotina, não gosto de te machucar. Sofreria tudo sozinha se fosse preciso, só pra não te ver chorar. Pode deixar, eu cuido de tudo. Não se preocupe, você está a salvo.
março 11, 2009
março 09, 2009
And touched the sound of silence.

As vezes é bom ficar sentada no escuro. Puxar as pernas dobradas para perto do corpo, apertá-las contra seu peito como se te protegessem de algo. Podem estar te protegendo, de si mesmo.
Observar o nada sob uma nuvem de escuridão pode ser o único momento de paz do seu dia. Respirar e poder sentir cada mínimo ser vivo - ou não - a sua volta, se movimentando de acordo com você, se adaptando a seus costumes. Sentir seu coração batendo e suas veias pulsando por todo o seu corpo, sentir o seu cérebro se perguntar o que talvez possa estar a sua frente, sentir a caixinha do amor maquinar em sua cabeça. Trabalha, trabalha e quase nunca chega a algum lugar. Essa caixinha fica bem ao lado da decepção, da depressão e logo após, as lembranças felizes de uma infância distante chegam, ou quem sabe algumas dessas atuais e satisfatórias, também. Observar o escuro é como observar o seu próprio futuro. Não se pode dizer nada com absoluta certeza, mesmo que daqui a um segundo o que você pensou, ou planejou, aconteça. Observar o escuro te faz pensar em coisas que as vezes você não pensa no claro, consequentemente por poder enxergar algo que possa te distrair. Observar o escuro, sentí-lo entrar em você, em suas narinas enquanto respira, ouvir o som ensurdecedor do nada, aquela atmosfera leve te envolvendo, pode ser o único momento de paz do seu dia, o único momento de paz da sua vida.
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