outubro 09, 2009

abril 05, 2009

We're not the same, dear.


Saudades de quando eu podia dizer mais constantemente que passar as minhas tardes com alguém era a melhor coisa, apesar dos pesares. Agora eu o faço, mas com menores numeros, e maiores distâncias de tempo.
Aquilo tudo ficou no ginásio e eu acho que a minha vida vai ser assim a cada ano que se passa. É, nós crescemos, e a pessoa que eu tenho a mais absoluta certeza de que me faria dizer com mais frequência "Passar meu dia com você é a melhor coisa do mundo" está a 350km de distância, perto de uma cidade que tem lendas sobre E.T's e também perto daquela que dizem ser a mais mística do Brasil.
Como diz o Death Cab, nós não somos os mesmos, querida, não do jeito que éramos antes. As estações mudaram, e nós também. O gelo está ficando fino para mim e para você. Assumamos, então, a responsabilidade da fase pseudo-adulta. Nós não somos os mesmos, querida.

março 16, 2009

You know i'll let you ALWAYS in.


Não gosto dessa rotina, não gosto de te machucar. Sofreria tudo sozinha se fosse preciso, só pra não te ver chorar. Pode deixar, eu cuido de tudo. Não se preocupe, você está a salvo.

So empty inside.

março 11, 2009


As vezes você tem tudo e joga pela janela. As vezes você machuca quem você mais ama. As vezes seu (meu) humor muda com uma mínima palavra. As vezes esse humor faz você matar uma pessoa;




Ou se matar.

março 09, 2009

And touched the sound of silence.


As vezes é bom ficar sentada no escuro. Puxar as pernas dobradas para perto do corpo, apertá-las contra seu peito como se te protegessem de algo. Podem estar te protegendo, de si mesmo.
Observar o nada sob uma nuvem de escuridão pode ser o único momento de paz do seu dia. Respirar e poder sentir cada mínimo ser vivo - ou não - a sua volta, se movimentando de acordo com você, se adaptando a seus costumes. Sentir seu coração batendo e suas veias pulsando por todo o seu corpo, sentir o seu cérebro se perguntar o que talvez possa estar a sua frente, sentir a caixinha do amor maquinar em sua cabeça. Trabalha, trabalha e quase nunca chega a algum lugar. Essa caixinha fica bem ao lado da decepção, da depressão e logo após, as lembranças felizes de uma infância distante chegam, ou quem sabe algumas dessas atuais e satisfatórias, também. Observar o escuro é como observar o seu próprio futuro. Não se pode dizer nada com absoluta certeza, mesmo que daqui a um segundo o que você pensou, ou planejou, aconteça. Observar o escuro te faz pensar em coisas que as vezes você não pensa no claro, consequentemente por poder enxergar algo que possa te distrair. Observar o escuro, sentí-lo entrar em você, em suas narinas enquanto respira, ouvir o som ensurdecedor do nada, aquela atmosfera leve te envolvendo, pode ser o único momento de paz do seu dia, o único momento de paz da sua vida.

fevereiro 18, 2009

Long ago, just like the...


Já procurei tantas palavras, tantos títulos, tantos inícios, mas eles fogem de mim. É, um ano inteiro se passou e por incrível que pareça eu estou aqui. Dificil dizer quanto tempo eu passei pensando fixamente naqueles momentos, dificil dizer que não dói lembrar e pensar que tudo passou tão rápido. Tão rápido, tão intenso. Veio e me levou. Veio e me deixou. Me deixou feliz, me deixou sonhando, me deixou com as melhores imagens que o tempo nunca vai poder apagar. Os minutos mais mágicos da minha vida, hoje, completam um ano. Posso sentir ainda a euforia de ir para a escola, de não prestar atenção em nada, de ter minha mente o tempo inteiro naquela fila, de rabiscar tudo. A ansiedade que me corroia enquanto eu esperava naquela multidão de pessoas. O calor e o aperto não eram nada, porque eu sabia que era por vocês. E como foi perfeito quando deram nove horas e trinta em ponto, ver vocês entrando no palco, trazendo toda aquela energia, me invadindo, me fazendo pular e gritar até perder a voz, não havia importância se passaria uma semana inteira sem conseguir andar direito, ou ter a rouquidão presente em minha garganta por dias a fio. Aquilo eram coisas que eu tinha orgulho em mostrar, como uma vitória. Não podia ser verdade, só queria acreditar que aquilo não era mais um sonho. E NÃO ERA. Tudo fazia completo sentido quando eu estava a frente de vocês, tudo estava feliz, tudo estava finalmente encaixado. Ver que não se passava de só mais um vídeo, de só mais uma música, de só mais uma entrevista ou só mais um programa de televisão me rasgou por dentro, de modo mais positivo possível, me rasgou de tanta felicidade. Eram vocês a menos de cinco metros de mim, eram vocês tocando, assim como nos tantos sonhos que me faziam acordar suando, ou que não me deixavam desejo de acordar. Agora eu respiro fundo e procuro mais um pouco de vocês dentro de mim, e quando eu menos espero está tudo lá, intacto, como sempre vai ser. Como sempre foi. Consequentemente todas as imagens passam como um filme em minha cabeça e logo sou invadida pela onda de alegria que mais me faz bem. O prazer inexplicável que me preenche a cada segundo, que me dá vitalidade.
Hoje é aniversário de um ano do sonho mais doce que um dia eu possa ter tido, ou terei. Obrigada, de todo o meu coração. E é com esperança que eu espero, para mais uma vez vê-los, e poder me sentir mais viva do que nunca.
Para todo o sempre, eu amo você, My Chemical Romance. ♥

fevereiro 17, 2009


Não sei. Domingo finalmente pude assistir Coraline e posso dizer que é lindo e que o jardim me lembrou muito o Jack. Sai de lá com o mundo caindo em chuva (ok, nem tanto) e cheguei em casa morrendo de calor. Maldito calor, argh. Ontem minhas aulas começaram e pra variar nada de novo. Nem a sala, que eu pensava que poderia mudar lá para o primeiro andar, não mudou, e cá estou eu mais um ano subindo milhares de degraus para chegar á sala. Mesmos professores e a mesma sala do primeiro ano. Esse foi o motivo para eu ficar feliz, juntou todo mundo novamente. E claro, eu sempre fico feliz na escola, apesar de ter de acordar cedo e ir me arrastando para lá, sempre tem algo que me faça rir. Mas sinto saudade de estudar. Estudar pra valer, adquirir algum conhecimento a mais. Sei que onde estou não vou muito para frente. Bom, faz o que né. Vamos seguindo, vamos seguindo. Talvez amanhã tenha Sexta-Feira 13. E hoje foi a primeira vez que eu sonhei com você. Baixa estatura, você em meus braços. É só.

fevereiro 14, 2009

Cold Desert.


Hoje foi tecnicamente calmante para mim ouvir seguidas vezes a mesma música, e foi mais ainda ouvir aquelas palavras. Agora me bateu saudade. Saudade e angústia. Dói não saber exatamente o porquê disso, dói por saber que no fundo eu sei o que é, mas não sou digna o suficiente para assumir. Como eu sinto saudade daqueles momentos insanos em que estive contigo. Como me mata ás vezes pensar que posso não ter aproveitado o bastante, como poderia ter feito diferente. Poderia ter me sacrificado mais, poderia ter desafiado uma vez que seja na vida. Seria por você, uma das únicas coisas que valem a pena em minha vida. Agora já foi, e já faz quase um ano. "Jesus don't love me" o outro canta neste instante. Sim, meu caro andarilho do deserto, Jesus me ama sim, e ele permite com que eu ainda possa sonhar. Com o dia da tua volta, com o dia em que poderei extarsiar-me em você novamente. Agora você precisa ser responsável. Responsável pelo motivo que nós sabemos, e responsável pelos corações de que você é dono. Por favor, cuide bem do meu, ele pertence á você, sempre. Isso é só o que lhe peço.

fevereiro 13, 2009

It's friday, i hate myself.


Dormir ás três da manhã e acordar ás 11 não é a coisa mais agradável do mundo. Ainda mais quando se tem uma avó preocupada com a sua saúde insistindo exageradamente para você comer. Ando sentindo uma vontade imensa de escrever, mas eu nem sei ao menos o que escrever. Acho que passarei a vir aqui por mais vezes, mesmo que seja para escrever meia dúziar de palavras e fazer desse blog um diário.
Diário, isso é tão juvenil. Tsc, como se eu não fosse. Mas soa como...não sei, talvez imaturo, ou talvez não. Evan, por exemplo, foi salvo por suas memórias escritas em todos os diários que ele havia feito em sua vida, quem sabe eu também não consiga?
Preguiça, preguiça preguiça.
Maldição, porque isso insiste em permanecer em minha cabeça, em minha mente, em minha vida? Não aguento mais, não me aguento mais. Odeio a mim mesma por não conseguir simplesmente esquecer, simplesmente deixar pra trás. "Que se dane!" penso eu, mas eu não consigo mandar você para a danação. E o que mais me incomoda é que eu sei que não me importo. Parece ser capricho. Droga! Terei de matá-los.

fevereiro 12, 2009

No tittle.

Hoje eu resolvi vir aqui. Tirar as teias de aranha que, por incrível que pareça, não tomaram conta somente desta página na internet.
Ás vezes penso ser muito mal agradecida para as coisas que me acontecem, as coisas que eu tenho, as coisas que chegam até mim. Mas depois eu revejo a situação e penso comigo "Não é mal agradecimento, é ambição demais". Ambição de ser uma pessoa mais feliz, de conseguir me tornar uma pessoa digna, uma pessoa nobre. E eu realmente espero me tornar metade disso, pelo menos, ao longo de meus anos de vida.
Vida essa que eu acho que está se iniciando agora, ou está para iniciar. Dúvidas pairam todos os dias sobre a minha cabeça e no final a velha e enorme interrogação estaciona no lugar habitual e permanece, até que eu volte a martelar tudo denovo e ela possa fazer a sua parte novamente.
Quero poder dar orgulho, quero poder fazer valer a pena o esforço, quero mudar.
Não que não esteja satisfeita com o que sou agora, e não que eu não precise mudar, mas quem não precisa? Coisas têem de ser aperfeiçoadas e coisas ruins têem de serem eliminadas. Será que é assim que nós chegamos um passo á frente, próximo da tão cobiçada perfeição?
Espero do fundo do meu coração que eu tenha a força de vontade fazer acontecer. Esse ano vai ser diferente, eu espero. Vai ser mais feliz, vai ser mais livre, vai se desenrolar em paz.
Ah, claro, como uma bela amante da arte de amar...esse ano vai ser apaixonado.