novembro 09, 2008

O móvel.


Sinto o claro do dia - ofuscado pela cortina grossa de nosso quarto - invadir o cômodo. Abro os olhos minimamente, levando-os até o criado mudo onde encontra-se um relógio digital no qual vejo que já são uma e meia da tarde. Levo uma de minhas mãos até o móvel para pegar o costumeiro copo d'agua que deixo sobre o mesmo para tomar logo quando acordo. Apalpo as redondezas de onde o copo se faz e logo sinto em minha mão o teu bilhete. Abros os olhos por completo e trato de me certificar de que está ao meu lado, em seguida - curiosamente - abro o papel, dobrado com delicadeza, e dedico-me ao ler tuas palavras. Sorrio involuntariamente e sinto uma onda de felicidade me tomar por completo. Leio uma, duas, e... na terceira vez impressiono-me como o que escreveste me fez sentir a pessoa mais feliz do mundo. Coloco o papel novamente sobre o criado mudo, volto meu olhar para ti, que dorme profundamente - não deixando um segundo sequer de parecer um anjo. Passo os braços em volta de seu corpo, abraçando-me no mesmo, deposito um beijo delicado em seu pescoço, preocupando-me em não perturbar teu sono. Fecho os olhos, volto a dormir juntamente com você, com a certeza - mais do que nunca - de que eu sou capaz de te amar eternamente.

Um comentário:

Mandie disse...

Sabe amor, esse abajur é idêntico ao que tinha em casa! Q